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e como será? o vento vai dizer
posted on quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 @ 1:33 AM
Eu olho para os lados antes de dizer algumas palavras que provavelmente vai machucar mais a mim que a você. "Tudo bem, tudo bem, tudo bem", eu fico repetindo pra mim mesma enquanto tento não sentir falta de quando eu sentiria falta de certas situações e pessoas. Ouvi um dia desses várias frases sobre saudade e nostalgia mas parece que essas palavras nada podem definir, elas não definem um sentimento de falta... Os sentimentos e a situação definem a saudade. Eu tenho saudades de cores diferentes, cada uma guardada e rotulada duma maneira bem diferente. Eu sinto umas agora, umas que me fazem sorrir, umas que eu sinto depois, umas que são constantes e um tanto irritantes. Tem um buraco negro sugando as outras saudades e levando consigo todos os meus planos para o futuro. Afinal, de que futuro estamos falando? Do futuro que eu planejei, aos 13 anos, ou do que planejei aos 16? Nenhum deles importa mais. Se eu queria ser a melhor da minha turma, se eu queria estudar tal idioma ou se minha prioridade (e por consequencia: a coisa mais importante na vida d'uma pessoa!) era passar numa universidade federal. Sei lá se esse é um conhecimento maior, se eu quero agora vou apenas seguir os planos desse ser superior, se agora vou seguir o que eu mesma pensei antes de chegar nesse lugar para crescer e aprender espiritualmente. Sei lá se é consciente, se tem um motivo considerável, se é mais um drama desnecessário ou se é doença e tem nome e tratamento.
Saudade não tem. Tratamento, quero dizer. Tem espera. Saudade é espera se acredito ou esperança se não. Espera por um beijo do namorado a alguns milhares de quilômetros apenas... Esperança pelo abraço apertando daquela que muitos acreditam ter ido pra sempre, no lugar que muitos acreditam não existir. Eu não ligo, eu não penso, apenas acredito por instinto de sobrevivência e sanidade.
Pra todas essas saudades, eu tento sorrir. Tentaram me explicar muitas vezes o que era a saudade, o que era o luto, o que era esperado e o que era loucura. Mas quem se importa? Eu não quero sorrir para elas porque quero ser normal ou porque quero deixar o sofrimento e viver apenas com a esperança. Se sofrer e chorar e me rebelar era o aceitável por esse ano, que seja pelo resto da minha vida. Eu posso. Eu posso, porque ainda dói e porque vai doer por todo esse tempo. Eu posso, porque não há quem queira imaginar como é essa dor.

Marcadores: kaerimichi, meredith's deep dark twisted place, nostalgia, who wants to live forever, 지친

futatsu anata he no tegami
posted on segunda-feira, 28 de novembro de 2011 @ 10:12 PM
Quando o receio passou a não ser mais por mim, mas pelos olhos bonitos que eu não quero ver chorarem, eu notei que toda a minha definição no passado de certas palavras estava errada.
Quero mais uns segundos aqui, então eu tenho medo de ir.

Marcadores: ending this, kaerimichi, tegami

inerte
posted on terça-feira, 25 de outubro de 2011 @ 9:21 PM
O dia amanheceu e eu não amanheci; a sensação é boa, poderia até virar rotina.
Eu sinto as coisas se mexerem ao meu lado, embaixo de mim, as luzes se acendendo, até o lençol da minha cama parece respirar, mas eu continuo aqui parada, ouvindo o que eu esperava que fosse o som da minha própria respiração, mas não é nada. Eu procurei uns sons característicos, mas só ouvi minha gata miando ao lado da minha cama, pedindo por comida e não por amor.
A sensação (de estar aqui) é boa. Porque além do frio que estou sentindo, nada mais está se passando pela minha cabeça. Isso é lucro, comparado a lista de palavrões que são a primeira coisa que se passam quando acordo a essa hora. Devem ser quatro da manhã, sei lá se mais ou menos. Eu poderia ficar aqui por um tempo.

Marcadores: inside my head, meredith's deep dark twisted place

mon coeur ne bat plus
posted on quinta-feira, 8 de setembro de 2011 @ 5:09 PM
Eu estou parada no tempo e no espaço, me perguntando se é sensato ou não continuar gritando. Não, não, sensato talvez eu sempre tenha sabido que não era, apenas achava que seria desculpável. Mas não é, gritando desse jeito eu me machuco todos os dias com lembranças que deviam ficar guardadinhas dentro das caixas até que eu tenha tempo e paciência para destrui-las como fiz com as outras.
O caminho para fazer a voz parar de involuntariamente vibrar vai ser um pouco longo e chato; era bem mais divertido fingir que toda essa agonia ia passar quando eu recebesse um telefonema. Meu coração parou por segundos porque eu o recebi, depois voltou a bater e os segundos voltaram a contar como se o telefone nunca tievsse tocado. Essa era a deixa para eu perceber que não era isso o que eu estava esperando. Nunca foi. O que eu queria era que o telefonema tivesse um significado para ambos. Um significado importante que fizesse a voz sair do telefone e voltar para a minha rotina.
Não aconteceu. Não adianta mais pensar que vai acontecer, já que os segundos realmente voltaram a ser contados normalmente e eu estou aqui agora tentando reprimir a voz (voltei) para começar algo novo e inesperado. Algo novo e inesperadamente bom. O caminho também engloba acabar com o medo de sentir. Eu senti, senti tanto que parei, cansada, com medo de sentir de novo e sentir errado de novo.
Mas que medos, que erros? Eu nunca notei que parando essa etapa, pararia todo o resto e eu ficaria mais uma vez inerte. Imóvel, como sempre tive medo de estar. Eu só fiz acumular mais teias de aranha nas engrenagens que agora querem funcionar a toda. Eu só fiz criar mais um medo de não fazê-las funcionarem corretamente e acabar me sobrecarregando.
Medo, medo medo, tudo isso é medo mesmo? Minha psicóloga diria que eu estou me sabotando. Alguém diria que eu devo tentar, mas eu continuo aqui parada no tempo e no espaço da minha cadeira de escritório, batucando insistentemente as teclas e fazendo que não com a cabeça: não, eu não devo tentar, pelo amor de Deus, olhem para mim. Eu não sou do tipo que tenta, eu sou do tipo que desiste na primeira chance por medo dos olhares tortos que vão me direcionar quando eu finalmente fizer algo que não devia ou machucar alguém, física ou psicologicamente. Nada vai mudar enquanto eu estiver aqui.

Marcadores: inside my head, kaerimichi, meredith's deep dark twisted place, 지친

nal (ireohge) tteonajima
posted on sábado, 27 de agosto de 2011 @ 11:18 PM
Eu quero que você leia e saiba que é pra você; eu queria estampar as letras do seu nome do título dessa página pra que você finalmente percebesse que eu quero que você volte e fique. Eu fico pensando o que faria, se faria e como o faria, mas sei que nunca vou ter essa chance. Eu não sou impulsiva assim. Eu tive que parar e pensar antes de qualquer coisa, mas parar e pensar significa pensar em você, coisa que eu sei que não devo fazer.
Eu to tentando. Eu to tentando, mas é tão complicado.

Marcadores: leave me alone (i'm lonely)

Esteja aqui.
posted on terça-feira, 23 de agosto de 2011 @ 4:52 PM
Queria ter coragem de dizer o que eu fico pensando sozinha em casa. Eu sei o que nao diria, mas nao consigo formar frases que fizessem sentido para nos dois. Já por muitas vezes falei que estava cansada dessa saudade, dessa ausência, dessa nossa mania de fingir que tudo está bem enquanto eu sei que tudo está errado. Eu já fecho os olhos e nem te enxergo mais, olho para trás procurando pelas suas lembranças e que surpresa! eu nem me lembro mais do tom da sua voz. Eu sei que com o passar do tempo isso se tornou tão simples e rotineiro que você nem se lembra mais da minha ausência... Eu também demoro para notar o que me faz apertar o peito. Eu tento encaixar pessoas em canções que parecem feitas pra você. Eu estou aos poucos te tirando de onde você sempre esteve e talvez isso seja apenas o necessário. Já se foi o dia em que me sentei no chão desesperada por te gritar, temendo que você nao fosse responder... Você nem é mais rotina, aos poucos nem será mais saudade.
Eu "deixei o tempo" e ele cuidou. Eu nao espero mais ligações... Eu no máximo espirro com toda essa poeira que fiquei acumulando.
Quem eu estou tentando enganar? Eu te preciso perto, nem que seja pra contar meu dia e ouvir sobre seus tantos casos. Será que é difícil? Eu preciso do melhor. Nao estou apagando por livre e espontânea vontade.
Eu quero parar o processo...

Marcadores: COME BACK FROM CALIFORNIA, pelo iPhone

o que a gente vai fazer quando se ver de novo?
posted on sexta-feira, 29 de julho de 2011 @ 12:49 AM
"o que será que acontece pra gente um dia não se querer mais? [...] e eu me enxergo em todo lugar... exceto aonde você está. o mundo ao meu redor é estranho agora que eu já não te tenho mais. eu só queria... mas eu nem sei mais.
então escolha de que lado vai jogar, pois ao meu lado está sobrando lugar: ele é seu, eu sou seu... então me diga  onde é que você está. no meu passado, você não pode ficar. acabou.
o que o mundo vai dizer quando anoitecer? em quem a gente vai pensar quando a luz se apagar? eu quero um segundo de silêncio, será que é pedir demais? eu só queria... mas eu nem sei mais como é você."
(Quando Crescer, Fresno)

Eu sonhei contigo de novo.

Marcadores: COME BACK FROM CALIFORNIA

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G. Marvin, 17.
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And you never feel good or bad, only strange and unprepared.
Eu não quero dar explicações... Inventar uma descrição que me faça parecer uma boa pessoa para passar um tempo ou ter uma longa conversa. Talvez eu seja, mas talvez eu seja tão irritante quanto irritável. Eu fico perdendo tempo e procuro algo que possa me sustentar por algum tempo e logo depois desisto. Prefiro não me expor, me mostrar, prefiro não aceitar ou ignorar os comentários que eu sei que me irritariam; prefiro evitá-los, assim como prefiro evitar grandes complicações ou discussões (isso não me impede de criar um labirinto mental grande o suficiente para eu me perder). Ainda assim, alguns vão enxergar em mim só a parte drama queen...
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